Consumidores e sua presença na web

Se você faz suas pesquisas de produtos e preços através do Google, você tem hábitos parecidos com os 93% dos 3.854 participantes do estudo “O Raio-X do e-Commerce – Quem é quem na mente dos consumidores”. O estudo mostrou que a grande maioria (93%) faz suas pesquisas através do Google, enquanto menos de 7% preferem Yahoo, Bing, Buscapé e outros.

O valor para marketing digital investido no Brasil gira em torno de R$ 3 bilhões e, segundo o IAB Brasil, 50% foram direcionados aos sites de busca, ou seja, podemos concluir que a participação do Google chegou a aproximadamente R$ 1,35 bilhão.

Quando os consumidores estão na frente da prateleira escolhendo entre uma marca e outra ou momentos antes de clicar no botão “comprar” em um site, fazem valer a pena (ou não) os investimentos realizados em branding, propaganda em revistas, jornais e TV e promoções em pontos de venda.

Com a internet tão ativa no momento da compra, os indicadores mudaram um pouco. O acesso aos sites de busca e redes sociais está moldando um novo comportamento mental nas pessoas em relação a pesquisa, compra, serviços e marcas. Os consumidores deixaram de ser expectadores passivos para ser tornarem ativos em pesquisas de informações para aliar qualidade e bom preço.

Com isso, as empresas não podem apenas se limitar a manter um site institucional na web. A presença em muitas e diversificadas frentes de maneira dinâmica é imprescindível para o sucesso. Crescer e aparecer na web é a expressão para os próximos anos.

Lecinsky, autor do e-book “ZMOT – Zero Moment Of Truth”, explica: “Não é só a disponibilidade de informações sobre o produto que mudou, mas a maneira com que os compradores pensam nele. Os consumidores são estimulados a passar por uma abertura larga através de anúncios e outros estímulos, reduzem suas opções e depois caem pelo fundo estreito com uma compra. É um modo de pensar bastante linear (…) O comportamento dos compradores individuais agora é repetitivo e não linear. Quanto mais eles se informam, mais opções consideram. O funil agora se parece mais com um neurônio, com ramos que permitem que os compradores sigam em frente e retornem através do processo até que estejam prontos para tomar uma decisão.”