5 lições que as marcas podem aprender com o sucesso do Desafio do Balde de Gelo

Bill-Gates

Nos últimos dias, a internet foi inundada por vídeos de celebridades mundiais despejando baldes e mais baldes de água e gelo sobre a própria cabeça. A justificativa para o banho gelado é nobre, levantar fundos para os pacientes de uma enfermidade rara, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e apesar das críticas negativas – por se estar repercutindo mais a participação de artistas do que a doença propriamente dita – não há como negar que o “ALS Ice Bucket Challenge” ou Desafio do Balde de Gelo, como ficou conhecido no Brasil, é um fenômeno e seu sucesso pode servir de inspiração para futuras ações de muitas marcas.

Marketing de solidariedade não costuma ser o foco de grande parte das empresas. Anunciantes estão normalmente tentando vender algum produto ou serviço. Mas como vender um produto ou serviço? É preciso antes de tudo, conseguir pessoas que se engajem e participem daquilo que sua marca está fazendo, por isso sob uma perspectiva de marca, listamos 5 coisas que podemos aprender com a iniciativa:

1) Inove

Marcas estão sempre pedindo que consumidores façam algo por elas: cadastros para descontos, sorteios, abertura de contas para recebimento de atualizações, etc. Funciona quando há incentivo, mas ações como estas não trazem nenhuma inovação, porque as pessoas estão acostumadas a fazer essas coisas. No entanto, a maioria das pessoas não está acostumada a despejar água fria na própria cabeça.

2) Facilite

O Ice Bucket Challenge facilitou a participação por isso teve tantos adeptos. Qualquer um pode fazer e não é preciso nenhuma habilidade ou recursos específicos. Muitas vezes, marcas promovem concursos acessíveis para poucos clientes nos quais é preciso ter uma certa idade ou morar em um determinado local, mas qualquer um pode virar um balde cheio de gelo na cabeça (Palmirinha Onofre, Bill Gates e George W. Bush são prova disso).

3) Não subestime o poder de ações locais

Segundo a revista Time, o desafio começou sem propósito social, mas viralizou quando Pete Frates, ex-jogador de baseball, diagnosticado com a doença em 2012 lançou o desafio à amigos de sua comunidade em Boston, EUA.

O vídeo viralizou naquela região por uma razão específica: Pete era ex-capitão do time de baseball da cidade, por isso a história de quem ele é e porque está fazendo aquilo motivou a cidade, o que acabou ganhando proporções enormes.

4) Não tente controlar a mensagem, deixe as pessoas contarem a história

Se a marca lança uma iniciativa assim, é bastante provável que os anunciantes tentem controlar a mensagem, mas um desafio como esse permite que as pessoas contem suas próprias histórias, tanto é que hoje temos diversos tipos de vídeos vinculados ao Ice Bucket Challenge. Algumas pessoas por exemplo, fizeram vídeos comoventes, dedicados aos entes queridos acometidos pela doença; outros pularam a parte do gelo e mergulharam no mar e mais especificamente no Brasil, onde algumas regiões do país, nesse momento, sofrem com a iminência de um racionamento de água, muitos ‘despejaram’ na cabeça baldes simbólicos, sem água nenhuma.

Em nenhum momento tentou-se controlar a forma como os vídeos vinham sendo feitos.

5) Torne pessoal

O Ice Bucket Challenge fez algo inédito: criou uma comunidade inclusiva e exclusiva ao mesmo tempo. Uma vez desafiado, você está dentro, mas se a pessoa não foi desafiada, ela ainda pode se divertir com os vídeos, doar e apoiar quem está fazendo parte disso.

A ação se torna pessoal ao pedir para passar o desafio a alguém. Se você é desafiado, se torna parte daquilo e cria um vínculo com outras pessoas.

Colabore com a causa! Para fazer sua doação acesse o site das entidades engajadas na cura da ELA:

Associação Pró-Cura da ELA 

AbraELA

ALS Association